domingo, 18 de dezembro de 2011

sushi.... alentejano!

Já há muito tempo que passava pelo restaurante, mas nunca tinha entrado.
Depois de uma semana em que fomos ao cinema e atacámos o h3, depois de 6ªf termos ido ao nosso piccolo (o melhor restaurante italiano da cidade em termos relação preço/qualidade/serviço/carta/qualidade - o único pesadelo é mesmo o decor e o CD de Andrea Bocelli que está sempre e sempre e sempre a tocar), novamente cinema na semana pedia algo de novo no ECI e arredores. Como estávamos com tempo até aos Bés chegarem, o génio do P lembrou-se de irmos experimentar o sushi alentejano.


Só posso dizer: absolutamente fantástico!!! As combinações tradicionais do sushi e dos ingredientes é genial. Obrigatório passar por lá!
Os combinados são perfeitos, o serviço para lá de bom e como mau só consigo mesmo dizer a decoração.

Ahhh, obrigada Bés pela tarde ;) e pelos abdominais que fiz no cinema e durante "a limonada" depois do cinema!!! Foi uma bela noite de sábado! Adorei! 

só para preparar os mais sensíveis....

gostaria de dizer que depois de uns Bvlgari tartaruga, de uns Armani pretos e de uns beringela Marc Jacobs, estes Alexander McQueen serão os novos habitantes cá de casa na 2ªf ou 3ªf.....
Nem sonham como me ficam enoooooormes!!! Super retro e estou simplesmente apaixonada por eles e como ficam na cara!!! Por isso não vale gozar ou fazer comentários que não sejam: "Ficas o máximo com eles! Só tu!"




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

parei..... de respirar

(burberrys no lou boos and shoes)

Benvindo V!!!!!

Foi ontem! Finalmente!!!!
Seja muito muito feliz menino V!
Que tenha muita saúde! Para tudo o resto estará cá toda a família e um mar de tios babados (onde me incluo!!). Estou muito muito feliz!!!!!

(lou boos and shoes)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

não dá para marcar restaurantes nesta cidade

Anda impossível. Se antes da entrada de dezembro era impossível marcar restaurante nesta cidade, agora está verdadeiramente impossível. Nada de nada em lugar algum.
Sempre que se pensa em jantar falo com metade dos restaurantes de Lisboa....
Estou a tentar marcar restaurante para quatro pessoas para quinta e já tentei: decadente, taberna 1300, pharmacia, taberna ideal, guilty. O cantinho do Avillez está impedido desde as 14h45.....

Por falar em decadente, conseguimos mesa no último feriado.... Tudo "mais" a carta é óptima, o espaço e decor excelente, relação qualidade/preço fantástica. Só o serviço é que é menos. Diria estranho, parece que são esquecidos, pouco atentos, pouquíssimo atenciosos para com os clientes.

(google)

o que mais se pode pedir para um sábado à noite?

Sábado foi dia de estreia no São Carlos. Por isso obrigatório estarmos lá e em primeiríssima fila!

Já vi várias vezes a CNB com o Romeu e Julieta. Mas a CNB no São Carlos, em dezembro, com a orquesta sinfónica Portuguesa e com direcção de Joana Carneiro - melhor é verdadeiramente impossível (na realidade só mesmo ter a Ana Lacerda como primeira bailarina - simmmmm, sou totalmente fã dela!).

Nunca tinha visto a nossa maestrina, e confesso que me conquistou completamente. Tivémos a sorte de ao estar na primeira fila e na coxia central de estar mesmo por trás. Foi absolutamente impressionante, porque acho que pela primeira vez na vida olhei mais para a maestrina do que para os bailarinos. A sua entrega, a sua expressão corporal, toda a sua musicalidade, foi o que mais gostei na noite de sábado. Estávamos tão perto que ouvíamos as suas inspirações, víamos as suas anotações na pauta! Fantástico, estava um São Carlos cheio de brilho!
Espero voltar para o Puccini com Madama Butterfly!

um novo vício no frigorífico

Já uma vez tinha falado que o único lemon curd (tenho de ter sempre - totalmente addict to), que vale mesmo a pena comprar, na minha muito humilde opinião, é o do Wilkin and Sons. Como andava com um enorme desejo de doce de framboesa (adoro framboesas - tenho sempre em casa framboesas frescas e gelado de framboesa do Coma ou Leve), e o de framboesa biológica estava a 12€, resolvi experimentar do Wilkin and Sons. Fantástico!!!!!
Tenho um novo vício nas minhas manhãs! Em todos os pequenos almoços o doce de framboesa "anda à bulha" com o creme de cacau e avelãs da Neuhaus!!!!


(google)

e vou continuar zangada

Acho incrível.... a gourmet do ECI tem a quantidade de produtos nacionais a diminuir - de forma considerável! Eu sei que a loja é espanhola, mas de semana para semana a quantidade de produtos nacionais é cada vez menor. Esta semana reparei na diminuição da oferta de vinagres nacionais. Havia uma diversidade grande não só de produtores como de variedade nos vinagres.
O "meu" de figo da Quinta do Negrao desapareceu de vez..... Vou rezar para o encontrar na Deli... mas duvido, nunca vi lá Quinta do Negrão.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

todos menos....

só para relembrar a menina DA que está a dever-me um lanche para eu conhecer as suas lindas Céline.....
Entretanto estão cá uns Christian Louboutin, Marc by Marc Jacobs, Chloé, Proenza Schouler.




(net a porter)

Hoje, o tempo pede.....

LAREIRA!!!
Que pena não poder ter uma.... Ontem não parava de invejar a que estava no D'Oliva.....
Hoje, apetecia mesmo... ainda por cima com este nevoeiro. Só apetecia não estar em Lisboa mas algures numa casa no meio do campo e ver este nevoeiro onde ele merece ser apreciado.

(lou boos and shoes)

ainda fixada em acessorios





(atlantic pacific, the olivia palermo lookbook, lovely pepa)

Querido Menino Jesus (leia-se Pai)

Este ano, por causa da situação económica vou apresentar a minha lista de presentes reduzida a duas coisas.
Ou a 2.55 ou o fato de surf (o mais grosso que existir no mercado). Pode ser?



like it


(little bright world, algures google)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ele passou por lá

O the startorialist passou por Istambul..... eu estarei por lá daqui a 20 dias.....


(the startorialist)

ando zangada com o supermercado

Ando mesmo zangada com o supermercado.
Sempre gostei muito do ECI. Sempre o defendi, sempre fui dizendo aos amigos que valia a pena o custo adicional quando comparado com outros supermercados. E sem sombra de dúvida que o achava.
Achava mesmo que valia a pena a diferença de preços e sobretudo a variedade de produtos (inexistente em outros) e as novas marcas e apresentações que apresentavam. Sobretudo a qualidade dos produtos era claramente notória.

Deixou de o ser. No início da semana fui ao ECI e, é incrível que para além da falta de muitos géneros alimentares que costumavam ter sempre, da falta de qualidade nomeadamente nos hortofrutícolas e no pescado e da falta de variedade (sobretudo nas peças de novilho) na carne. Não havia créme fraiche ou o pão de linhaça, ou ainda o iogurte grego 0% de gordura e sem sacarose adicionada. Enfim, a qualidade tem vindo a decrescer consideravelmente.
Hoje tive mesmo de passar pelo supercor na expo, pior cenário ainda. A todos os níveis....
Estou zangada.

tranças

Confesso que acho os cabelos compridos um pouco vulgares.... mas com cabelos pequenotes como o meu, por cima do ombro, não consigo fazer uma trança tão espectacular como esta....

(stockholm street style)

Ando com um problema grave - leia-se muito grave

Não consigo... não consigo comprar nada.
Nada de nada, excepto bens alimentares. Mais nada. Bom.... na verdade no domingo fui à Área fazer um ligeiro upgrade no meu decor de Natal, mas isso não conta.

Não consigo comprar nada para mim. Nada de roupa, nada de acessórios, nada de livros. Os dois primeiros, não consigo compreender, acho grave, mas vou acreditar que é o meu inconsciente a reagir a todas as notícias que vão marcando os nossos dias. È que até desenvolvo algumas paixoeszecas, mas na hora de passar cartão não consigo acho tudo muito mais caro para o preço que acho justo e adequado para o produto.

Agora o que me está a incomodar é mesmo o facto de não conseguir comprar livros. Isso é que me está a preocupar verdadeiramente.
Eu que normalmente tinha sempre uma lista de 2 a 3 livros que planeava comprar com a compra de um. Agora, passo por livros e livros e nada me chama a atenção. Parece que não tenho interesse por nenhum. Não consigo comprar. Bem sei que os ultimos 2 livros não me prenderam. Aliás, o ultimo foi o primeiro livro que não terminei (excepto Saramago, mas eu abomino o senhor) - Museu da Inocência. Agora o Liberdade, também anda embrulhado. Muito embrulhado mesmo.

Pensava que era do pressing do Sr P, como é tão rápido na escolha de livros, eu achava que era mesmo por não ter tempo para ver os abstracts e a biografia dos autores. Pensava que era da Bertrand do Chiado, onde temos entrado todas as semanas, mas não. Fui à Bertrand do Campo Pequeno sozinha e com tempo e... N-A-D-A.
Até o novo livro do Miguel Sousa Tavares de culinária não consegui comprar. Eu que sou completamente viciada em livros de cozinha, amontoam-se nas prateleiras da cozinha e já em cima da bancada, e acho que tenho todos os que quero, nem assim. Sim, boas fotografias e boa selecção de receitas, boa capa.... Gostava de ter mas, 24€ por "aquele" livro... Está caro. Está muito caro para o "tamanho" do livro.
Enfim, não compro. Não consigo comprar nada excepto bens essenciais.

já passou... uffff

A semana foi passada acompanhada (duplamente acompanhada!!!!) de uma gastroenterite viral. Eu que pensava ser imune a essas coisas. Fui apanhada....

terça-feira, 22 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

tudo bem protegido!

Depois de ter comprado uns em Göteborg em Setembro..... no sábado voltei a investir nas minhas orelhas!

(pull and bear)

o "meu" miguel!!!!

(diario de Lisboa)

usava tanto quando era pequenina....

Tenho de ir à retrosaria....

(lou boos and shoes)

bread slowly.....

(atlantic-pacific)

ando virada para alguns poemas.....

Escuta, Amor

Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra.

Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos.

Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes.

Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo.

Escuta,
ouve.
Amor.
Amor.

José Luís Peixoto, in 'Abraço'

terça-feira, 15 de novembro de 2011

posso?

(le love)

Moon River-Breakfast at Tiffany's

Uma necessidade obvia

Ontem estive 1h10 e hoje 45 minutos à espera para entrar no hospital..... Querido Papá, isto tornou-se uma necessidade para poder ir trabalhar..... Sim?


(am-lul)

ainda estou na inspiração e não devo voltar à expiração




(stockholm street style)

Daqui a muitos anos gostava de ser assim....




(the sartorialist, alfaiate lisboeta, ana clara garmendia, style approach)

You have to forgive me



Maratona de sex and the city este fim de semana.... all weekend long!

too many things to say to the world

Estou a faltar para com o blog.... eu sei. Desculpem, mudei-me para outro planeta....
Bom, tenho tanto para escrever e confesso que nem sei por onde começar. Vamos tentar pelo "início".

 - Museu da Ciência e história natural
que desilusão.....
Fiquei tão triste mas tão triste. Nem nem me recordava da última vez que lá tinha estado. Penso que a visita vale pelo próprio edifício, pelo laboratório de química e de física e pelo anfiteatro (vibrava se desse 1 aula lá). Nada mais... E neste momento pela exposição dos minerais (tive que ouvir os berros de 2 professoras do secundário alentejanas que a cada mineral gritavam: aiiii tão bonito) 
Acho quase insultuoso pagar um bilhete de 10 euros para ver os 2 museus e exposições que ficam muito, mas mesmo muito longe do que vimos em tantas cidades no mundo. Eu que nunca dou grande importancia ao custo dos bilhetes e que acho que qualquer preço é sempre justo quando se trata de museus (ahhhh, tirando o palácio dos Boiardos Romanov em Moscovo que também não vale o preço que pagamos e muito menos incluí-lo na visita cultural), achei que fui roubada.
Para além do preço, não dão atenção nenhuma aos visitantes. Pelo que percebi estes dois museus vivem à "custa" das visitas de estudo escolares. Era a única visitante. E nem isso foi tido em conta quando visitei a exposição "A aventura da terra", não ligaram a banda sonora!!! Só no final quando vi a ficha técnica da exposição e que vi que havia e, mais tarde ainda re-confirmei quando regressei da exposição de fotografia e passei por uma visita de estudantes e eles tinham banda sonora...
E confesso, custa ver tantos funcionários a não fazerem nada e a falar ao telemóvel.


 - Exposição na Gulbenkian
Em contrapartida, a exposição da Gulbenkian merece que até dia 8 de janeiro se visite e re-visite e re-visite - atenção que aos domingos é grátis. Adoro saber que estou a respirar o mesmo ar que aqueles quadros. Adoro saber que por segundos tenho à minha frente aqueles nomes..... Já com a exposição antecessora desta eu tinha vibrado imenso, agora vale novamente a pena voar para a Gulbenkian..... Obrigada pelo excelente almoço DA! Mesmo com 1 hora de tempo de espera, tinha saudades dos nossos almoços num dos melhores buffets de Lisboa!!
O que não é justo é a discriminação entre o publico em geral e os velhotinhos.
Toda a gente sabe o que adoro os mais velhos. O que deliro com eles, trazia todos para casa e adorava ser dona de um lar. Mas desculpem, porque é que eles podem passar da linha encarnada e "nós" não?!?!?! Porque é que "nós" temos logo o segurança em cima e eles não?!?!? Eles podem respirar mais os quadros (#GS)/&$#)=?=)()/ - not fare!!!)
Bem, a Gulbenkian é geriatric friendly.....

 - Casa de chá da Rua das Salgadeiras
Não entendo como uma casa de chá que tem tudo para ser um sucesso tem um serviço tão mau.... e nem é pela educação e bons modos! Nada disso, é mesmo pela má gestão em termos de serviço....

 - Elevador do Lavra
Passeio obrigatório!!!! Tão bom.... pensar que estamos no mais antigo dos elevadores... passeio delicioso.
Por vezes gostava de fazer turismo na minha cidade, alugar uma casa por uma semana só para ter o prazer de poder incluir na minha rotina diária determinados apontamentos da cidade. Adorava passar uma semana em que "descesse de manhã e subisse ao final do dia"!

 - Chiado
Numa tarde de sábado é um bombom tão saboroso.... com cheiro a castanhas assadas como cobertura.

 - Casa de chá de Alvalade
O chá.... tão cosi para o Inverno...... que bom! Obrigada DA pela companhia e pelos lanches de conversa sem parar! Pela capacidade inesgotável de me ouvires de me responderes sempre com sábias palavras e compreensão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

hoje... hoje faz todo o sentido

São as Pessoas como Tu


São as pessoas como tu que fazem com que o nada queira dizer-nos algo, as coisas vulgares se tornem coisas importantes e as preocupações maiores sejam de facto mais pequenas. São as pessoas como tu que dão outra dimensão aos dias, transformando a chuva em delirante orvalho e fazendo do inverno uma estação de rosas rubras.
As pessoas como tu possuem não uma, mas todas as vidas. Pessoas que amam e se entregam porque amar é também partilhar as mãos e o corpo. Pessoas que nos escutam e nos beijam e sabem transformar o cansaço numa esperança aliciante, tocando-nos o rosto com dedos de água pura, soltando-nos os cabelos com a leveza do pássaro ou a firmeza da flecha. São as pessoas como tu que nos respiram e nos fazem inspirar com elas o azul que há no dorso das manhãs, e nos estendem os braços e nos apertam até sentirmos o coração transformar o peito numa música infinita. São as pessoas como tu que não nos pedem nada mas têm sempre tudo para dar, e que fazem de nós nem ícaros nem prisioneiros, mas homens e mulheres com a estatura da vida, capazes da beleza e da justiça, do sofrimento e do amor. São as pessoas como tu que, interrogando-nos, se interrogam, e encontram a resposta para todas as perguntas nos nossos olhos e no nosso coração. As pessoas que por toda a parte deixam uma flor para que ela possa levar beleza e ternura a outras mãos. Essas pessoas que estão sempre ao nosso lado para nos ensinar em todos os momentos, ou em qualquer momento, a não sentir o medo, a reparar num gesto, a escutar um violino. São as pessoas como tu que ajudam a transformar o mundo.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'